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O Exército dos EUA vai reforçar o seu arsenal de mísseis Patriot através de um contrato de 9,8 mil milhões de dólares atribuído à Lockheed Martin.

Engenheiro em fato azul e óculos de proteção examina um míssil branco numa oficina ampla e luminosa.

O Exército dos Estados Unidos adjudicou à Lockheed Martin um contrato plurianual de 9,8 mil milhões de dólares para fabricar 1.970 interceptores Patriot Advanced Capability-3 Missile Segment Enhancement (PAC-3 MSE), bem como o equipamento associado. Assinado nas instalações da empresa em Grand Prairie, no Texas, o acordo cobre os anos fiscais de 2024 a 2026 e torna-se o maior contrato alguma vez celebrado pela divisão de Mísseis e Controlo de Fogo da Lockheed Martin.

Segundo a nota oficial das Forças Armadas, a intenção é assegurar o fornecimento de capacidades de defesa aérea tanto para os EUA como para os seus aliados. “O desempenho recente do PAC-3 MSE em combate consolidou-o como uma capacidade essencial para os Estados Unidos e para os seus aliados em todo o mundo”, afirmou Jason Reynolds, vice-presidente e director-geral de Defesa Aérea e de Mísseis Integrada da Lockheed Martin. O responsável acrescentou que este contrato garantirá “quantidades recorde de PAC-3 MSE nos próximos anos”.

A Lockheed Martin prevê entregar mais de 600 interceptores até 2025, um ritmo que diz ter sido possível graças a investimentos internos que permitiram aumentar a produção quase dois anos antes da adjudicação do contrato.

O PAC-3 MSE é um interceptor concebido para neutralizar ameaças aéreas por impacto directo, o que lhe dá mais energia cinética no alvo do que soluções baseadas em fragmentação explosiva. O sistema demonstrou eficácia contra mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e mísseis hipersónicos, bem como contra aeronaves. Actualmente, 17 países - incluindo os Estados Unidos - utilizam esta capacidade.

O contrato enquadra-se ainda na estratégia de Washington para robustecer a cadeia de abastecimento e repor arsenais num contexto de procura crescente, impulsionada pelos conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente. “A aquisição plurianual permite que o Exército adquira uma quantidade maior de mísseis para entrega mais rápida, reconstituindo o nosso stock com maior rapidez”, declarou o major-general Frank Lozano, responsável pelo Gabinete Executivo do Programa de Mísseis e Espaço do Exército.

Já Joseph Giunta, oficial sénior de contratação do Exército no Arsenal de Redstone, no Alabama, sublinhou que o acordo “reflecte uma aquisição disciplinada e uma gestão responsável dos recursos do contribuinte”.

Um “vai e vem” nos envios de armas e os mísseis Patriot/PAC-3 MSE

Este reforço do arsenal surge após um período de tensão em torno da disponibilidade de mísseis. No início de junho de 2025, o Departamento da Defesa suspendeu parcialmente os envios de munições guiadas de precisão para a Ucrânia (apesar de os envios terem sido retomados no início de julho), incluindo mísseis Patriot, devido à diminuição das reservas estratégicas dos EUA.

A decisão foi revertida algumas semanas depois, quando o presidente Donald Trump confirmou a retoma das entregas a Kiev, em coordenação com a União Europeia, que financiará a transferência. Durante uma visita à Base Conjunta de Andrews, o presidente declarou: “Enviaremos mísseis Patriot, de que eles precisam desesperadamente, porque Putin surpreendeu muita gente. Ele fala bonito e depois bombardeia toda a gente à noite. Mas há um probleminha. Eu não gosto disso.”

A administração norte-americana precisou que a operação prevê reembolso integral por parte da União Europeia. “Basicamente, vamos enviar-lhes vários equipamentos militares muito sofisticados. Eles vão pagar-nos 100% por isso, e é isso que queremos”, acrescentou Trump.

Imagens ilustrativas.

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