No âmbito do programa egípcio, contínuo e sustentado, de modernização da aviação de caça, a Dassault Aviation concluiu a entrega de um novo lote de caças Rafale F3R à Força Aérea. As aeronaves agora incorporadas correspondem a três unidades monoposto com os números de série EM12, EM13 e EM14, integradas no segundo contrato assinado entre a França e o Egipto em 2021 para um total de 30 aeronaves, avaliado em cerca de €3.75 mil milhões.
Com esta entrega, a frota egípcia de Rafale passa a totalizar 29 aeronaves operacionais, reforçando o seu estatuto como uma das mais modernas da região. Este segundo conjunto de caças, cuja produção arrancou em 2022, continua a avançar a um ritmo estável, com entregas faseadas previstas até 2026 - ano em que o Egipto atingirá um inventário total de 54 unidades. Este total fará do país o maior operador estrangeiro do Rafale, ultrapassando a Grécia, o Catar e a Índia no número de aeronaves ao serviço.
Capacidades do Rafale na Força Aérea Egípcia
O novo lote vem complementar a primeira encomenda de 24 Rafale adquiridos em 2015, que foram entregues num período de apenas três anos. Desde a sua entrada em serviço, o caça multifunções francês permitiu à Força Aérea Egípcia integrar capacidades de combate ar-ar e ar-solo de última geração, incluindo os mísseis MBDA MICA e SCALP-EG, bem como os sistemas de guerra electrónica SPECTRA e o radar RBE2 AESA, conferindo à aeronave uma versatilidade operacional notável.
Cooperação França–Egipto e calendário de entregas dos Rafale F3R
As mais recentes entregas da Dassault inserem-se num processo em curso de transferência tecnológica e de cooperação militar entre a França e o Egipto. Em meses anteriores, imagens divulgadas nas redes sociais e em fóruns especializados já tinham mostrado a chegada de aeronaves com as matrículas EM09, EM10 e EM11, confirmando o avanço do calendário de produção e entrega.
Conforme previsto, as entregas prosseguirão nos próximos anos, até que a Força Aérea Egípcia esteja plenamente equipada com 54 caças Rafale F3R. Este marco consolidará a aliança estratégica entre os dois países e reafirmará o Rafale como um dos principais exemplos da aviação de combate contemporânea, ao conjugar tecnologia, interoperabilidade e um histórico comprovado em missões reais.
Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos.
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