O Governo dos Estados Unidos autorizou uma possível venda de um pacote de apoio logístico destinado a sustentar a frota de caças F-16 Block 70 da Força Aérea do Barém. A informação consta de uma das mais recentes notificações do Departamento de Estado ao Congresso norte-americano, com vista a validar a operação, estimada em US$ 445 milhões, enquadrada no Programa de Vendas Militares ao Estrangeiro (FMS).
F-16 Block 70 da Força Aérea do Barém: primeiras entregas e ensaios nos EUA
Embora a Força Aérea do Barém não opere a maior frota de F-16, detém o marco relevante de ter sido o primeiro utilizador internacional da versão mais recente do Fighting Falcon. Tal ficou assinalado em 2023, quando foram apresentados os primeiros Block 70 recém-saídos da linha de produção da Lockheed Martin em Greenville, Carolina do Sul.
No total, à data, a força está a incorporar dezasseis (16) aeronaves de combate, tendo iniciado esse processo com as entregas formais em 2024. Ainda assim, alguns exemplares permanecem nos Estados Unidos e, ao abrigo de acordos de cooperação, são operados pelo 416.º Esquadrão de Ensaios em Voo da Força Aérea dos EUA, com o objectivo de testar a integração de novas tecnologias e capacidades de combate.
Nesse âmbito enquadram-se os voos efectuados em Fevereiro por um dos F-16 da Força Aérea do país do Médio Oriente, que se encontrava equipado com o Viper Shield, o novo sistema de guerra electrónica concebido e desenvolvido pela L3Harris para equipar os modelos Block 70/72.
Já em Março, realizaram-se ensaios nos quais foi analisada a integração entre o F-16 e a nova bomba planadora de longo alcance AGM-154 Joint Standoff Weapon (JSOW), abrindo caminho à futura integração deste armamento stand-off em aeronaves de combate da Força Aérea do Barém, bem como de outras forças interessadas.
Pedido de pacote de apoio logístico (FMS) avaliado em US$ 445 milhões
Retomando a notificação tornada pública a 1 de Dezembro pela Agência de Cooperação em Defesa e Segurança (DSCA), o Governo do Barém solicitou ao dos Estados Unidos a aquisição de um novo pacote de apoio logístico, em complemento de pedidos anteriores.
De acordo com o que foi divulgado, o pacote tem um valor de US$ 445 milhões e inclui o fornecimento de componentes, peças sobresselentes, consumíveis e itens rotativos; equipamento de apoio em terra e de manuseamento de armamento; bem como serviços de apoio, reparação e manutenção prestados pelas empresas General Electric Aerospace e Lockheed Martin Aeronautics.
Posição do Departamento de Estado sobre a venda ao Barém
A partir do Departamento de Estado foi indicado que: “Esta venda proposta apoiará a política externa e a segurança nacional dos Estados Unidos ao contribuir para melhorar a segurança de um importante aliado principal não pertencente à NATO, que constitui uma força-chave para a estabilidade política e o progresso económico no Médio Oriente”.
Acrescentando: “A venda proposta irá melhorar a capacidade do Barém para enfrentar ameaças actuais e futuras, ao proporcionar-lhe uma força credível capaz de dissuadir os seus adversários e de participar em operações regionais juntamente com os Estados Unidos e outros países parceiros. O Barém não terá dificuldades em integrar este equipamento nas suas Forças Armadas”.
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