Pela primeira vez desde que foram integrados nas frotas da Coreia do Sul, um dos novos submarinos KSS-III Batch-I vai participar em exercícios conjuntos com meios da Marinha dos Estados Unidos (US Navy) em águas próximas da estratégica ilha de Guam, numa actividade conhecida como Silent Shark. Segundo relatos locais, o submarino destacado para este marco é o ROKS Ahn Mu, que, alegadamente, terá saído no início deste mês da Base Naval de Jinhae para tomar parte nos exercícios em causa.
Importa sublinhar que se trata de exercícios bienais organizados pelo Western Pacific Submarine Command da US Navy. Realizados desde 2007, têm como finalidade principal reforçar a interoperabilidade entre unidades sul-coreanas e norte-americanas no domínio aeronaval, contribuindo para consolidar a parceria no Indo-Pacífico e para transmitir uma mensagem de dissuasão perante potenciais ameaças. Neste contexto, vale a pena recordar que a Marinha da Coreia do Sul já participou por seis vezes com submarinos KSS-I e, noutras três ocasiões, com submarinos KSS-II.
No que diz respeito aos meios envolvidos, é também relevante notar que a US Navy destacará um submarino e uma aeronave de patrulhamento marítimo P-8 Poseidon, aos quais se juntarão dois P-3 sul-coreanos. Em conjunto, a força deverá concentrar-se em treinos de detecção e acompanhamento de submarinos, bem como em simulações de combate que irão testar as capacidades de guerra anti-submarina de ambos os países.
Visão geral das características dos novos submarinos KSS-III Batch-I (Jangbogo-III)
Uma vez que esta será a primeira operação destes submarinos ao lado da US Navy, torna-se útil rever as principais características dos KSS-III Batch-I, concebidos e construídos na Coreia do Sul e também conhecidos como classe Jangbogo-III. Começando pelas dimensões, as informações disponíveis apontam para um comprimento de 83,3 metros, uma boca de 9,6 metros e um calado de cerca de 7,62 metros - valores que acomodam um deslocamento de 3 000 toneladas e uma guarnição de 50 elementos necessária à sua operação. É igualmente referido que integram um sistema de propulsão assente em células de combustível e baterias de chumbo-ácido, complementado por tecnologias avançadas de controlo de ruído que aumentam de forma significativa a discrição.
Quanto ao armamento, cada unidade dispõe de oito tubos lança-torpedos de 533 mm, além de um sistema de lançamento vertical (VLS) com seis células, que permite empregar mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos. No capítulo dos sensores, os submarinos KSS-III Batch-I recorrem a mastros de vigilância electro-óptica desenvolvidos pela Safran Electronics & Defense, bem como a um sistema de informações de sinais e a uma ligação de dados Link 11, para possibilitar a partilha de informação com outras plataformas aliadas.
Para além destes elementos, cada submarino está equipado com um sistema de navegação inercial (INS) associado a um sistema GPS, com vista a apoiar a navegação. O desenho inclui ainda radares navais, sistemas de apoio electrónico Pegaso, um sonar activo e um sonar rebocado (towed array) que assegura capacidades alargadas de detecção e seguimento de alvos.
Imagens utilizadas para fins meramente ilustrativos.
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